segunda-feira, 2 de maio de 2011

A expansão dos fundos de investimento

A constituição e posterior manutenção dos fundos de investimento no futebol está, cada vez mais, a tornar-se regular, não obstante os impedimentos e sanções resultantes de vários regulamentos internos europeus, adoptados por várias ligas e de acordo com o entendimento da FIFA.

Recentemente, veio a público a criação de um novo fundo deste género. Os participantes são dois ilustres bem conhecidos do mundo do futebol: um empresário português que dispensa apresentações (Jorge Mendes - Gestifute, S.A.) e um ex-dirigente do Chelsea F.C. que actualmente se encontra vinculado à CAA Sports International (Peter Kenyon).

A Quality Sports Investment LP Fund nasce, assim, para se intrometer na aquisição dos direitos económicos daqueles que poderão vir a ser os mais poderosos atletas do mundo nos seus respectivos desportos. O objectivo é simples e não se afasta do original: aquisição de uma determinada percentagem dos direitos económicos dos atletas para posteriormente, numa futura venda desses mesmos direitos a terceiros, gerar mais-valias ao receberem mais do que aquilo que investiram no início da aquisição.

O Futebol Finance avança com as seguintes informações sobre o funcionamento do referido fundo: 
1) intenta-se a procura de 15 investidores, de origem americana, europeia ou do médio-oriente, sendo obrigatória uma entrada mínima de 1,1 milhões de euros cada;
2) o investimento será feito, sobretudo, em clubes com experiência e que constituem apostas ganhas em termos de formação, dado que, como não podia deixar de ser, o investimento inicial na aquisição dos direitos económicos dos jovens talentos será baixo em comparação com o que se pretende obter no futuro;
3) o Fundo terá a sua sede em Jersey, paraíso fiscal no Canal da Mancha, motivado obviamente pelos baixos valores praticados em termos de impostos;
4) torna-se garantido aos seus investidores, desconhecendo-se até que ponto, 10% de lucros anuais durante os 3 a 5 anos da existência do fundo, presumindo-se, portanto, a dissolução para tal prazo;
5) apontam-se Portugal e Turquia como os alvos preferenciais para a aquisição dos direitos económicos dos jogadores, sendo, também, ainda possível englobar Espanha no lote. Isto porque nestes países nada há de ilegal quanto aos fundos, ao contrário do que sucede com Inglaterra (fica a nota, no entanto, para a posição da FIFA que é contra a aquisição, por terceiros, de direitos económicos de jogadores).

É provável, portanto, que no futuro viremos a ouvir falar da influência deste fundo no meio desportivo, sobretudo, no seio do futebol mundial.

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