Emmanuel Emenike é o nome que anda a fazer correr muita tinta no futebol do norte da Eurásia. Como se pode retirar da imagem acima exposta, este jogador de origem nigeriana e que actua, na presente época desportiva, pela equipa do Spartak de Moscovo, reagiu da forma que se vê aos insultos racistas vindos da bancada por parte dos adeptos do Dínamo de Moscovo por ocasião do derby que opôs as duas equipas da mesma cidade e que competem na Liga Russa.
Emenike que, por sua vez, já veio a lamentar o facto de não ter conseguido conter o seu temperamento e evitar a acção de resposta às provocações dos adeptos do clube oponente, foi multado num valor aproximado de US 17.000 e, atente-se, suspenso até ao final da presente temporada.
Um dos oficiais do Comité de Ética da Federação de Futebol Russa veio confirmar publicamente que a sanção votada e aplicada ao jogador do Spartak é adequada com base na conduta que o próprio decidiu adoptar. Por outro lado, o treinador do atleta, Valery Karpin, conformou-se com a decisão ao ter afirmado que o seu jogador fez algo que não devia ter feito. Ainda assim, não entende a razão da omissão, por parte daquele Comité de Ética, na aplicação de medidas sancionatórias contra os adeptos do Dínamo de Moscovo por terem abusado racialmente de Emenike.
Não obstante ambos os clubes terem sido multados - US 6.800 (Spartak Moscovo) e US 680 (Dínamo Moscovo) - foram-no, apenas e somente, por os seus adeptos terem atirado bolas de neve para os vinte e dois jogadores em campo. Passaram, assim, incólumes os barulhos de imitação de macacos dirigidos ao atleta nigeriano de 24 anos cada vez que este tocava na bola de jogo.
Trata-se de mais um episódio lamentável no futebol russo, que decidiu abrir e desenvolver, nestes últimos dois anos, o livro negro no que ao capítulo do racismo diz respeito. Quem não se lembra das bananas atiradas a Roberto Carlos (agora dirigente do Anzhi) em São Petersburgo no ano passado e, já agora, para efeitos da corrente época, de uma outra banana atirada ao também jogador do Anzhi, Christopher Samba, quando este se dirigia para o túnel que dava acesso aos balneários do estádio do Locomotiv de Moscovo do nosso conterrâneo José Couceiro.
