No início do passado mês de Junho, a União de Rugby da África do Sul (S.A.R.U.), cuja selecção nacional é conhecida pelos "Springboks", implementou o seu novo sistema de registo e controlo sobre os empresários desportivos que actuam no seio deste desporto e na jurisdição daquela associação.
A necessidade tornara-se, cada vez mais, imperial, sobretudo quando qualquer indivíduo podia tornar-se empresário desportivo e representar os jogadores nas negociações perante as uniões provinciais (o S.A.R.U. é constituído por Uniões provenientes de várias províncias do território sul africano, cuja comparação é legítima de ser feita quanto às nossas Associações). Esta falta de rigor e de maior controlo sobre aqueles que actuavam como representantes, contribuiu para o desenvolvimento de inúmeros problemas, com o decorrer do tempo, para todas as partes contratuais.
Porém, com o novo sistema de registo e controlo de empresários, permite-se aos jogadores e às Uniões tomarem conhecimento e certificarem-se de que os empresários desportivos, com quem pretendem contratar, são de confiança, dado que estes tiveram que ser sujeitos a um verdadeiro atestado de competência que culmina com a aceitação e validação do S.A.R.U. para actuarem no mercado desportivo sul africano.
Para lá do rigoroso escrutínio por parte do Player Agent Board do S.A.R.U., os futuros empresários desportivos são obrigados a pagar uma taxa ou valor pela candidatura. Aqueles que passarem esta fase inicial, serão submetidos a um exame que circundará, essencialmente, as regulamentações aplicáveis em vigor e, no final, terão que ter uma nota positiva igual ou superior a 80%, o que sempre se diga, é uma classificação exigente. À semelhança do que sucede no futebol mundial relativamente aos empresários desportivos creditados pelas suas associações nacionais, também estes agentes sul-africanos terão que se sujeitar a um Código de Ética mas sendo sempre possível, no entanto, retirar-lhes tal credenciação caso sejam considerados culpados por um comité judicial por terem violado a lei e os regulamentos.
O S.A.R.U., tendo em vista a implementação deste novo regulamento aplicável aos empresários desportivos, teve em mente, acima de tudo, o bem-estar dos jogadores e, simultaneamente, assegurar às Uniões a negociação e contratação, apenas e unicamente, com profissionais competentes. A partir de agora, os jogadores de Rugby daquela região de África apenas poderão ser representados por empresários desportivos que estejam registados no S.A.R.U. e tenham sido, por esta, devidamente acreditados, bem como, no mesmo encadeamento, as Uniões apenas estarão habilitadas a negociar com estes mesmos agentes desportivos.
Todo o processo de criação e implementação da regulamentação do S.A.R.U. sobre estes empresários desportivos foi devidamente acompanhado pela Associação Sul Africana de Jogadores de Rugby (S.A.R.P.A.) e pela Organização Sul Africana de Empregadores de Rugby (S.A.R.E.O.), tendo sido demorada e rigorosa a elaboração da lista final de empresários escolhidos pelo grupo de entidades já mencionadas.
De todos os esforços endereçados e empenhados na resolução do presente tema resultou, então, uma lista final com 40 (quarenta) nomes de empresários desportivos devidamente acreditados para o corrente ano de 2011 e cuja actuação já se encontra sob as normas da nova regulamentação entretanto criada e aprovada.
JDM és grande!...Ass: "Anónimo" alicantino
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