Teve lugar, no início desta primeira semana de Setembro, uma reunião entre os membros do Governo responsáveis pela área do desporto nacional (Miguel Relvas - Ministro-Adjunto e dos Assuntos Parlamentares - e Alexandre Miguel Mestre - Secretário de Estado da Juventude e do Desporto) com a Liga Portuguesa de Futebol Profissional (L.P.F.P.), representada pelo seu Presidente, Fernando Gomes.
Da agregação mencionada atrás, resultou a primeira iniciativa do Governo relativamente ao futebol nacional, ou seja, a criação e organização de três grupos de trabalho que terão como objectivo fazer um estudo de impacto sobre três áreas que têm tanto de distintas como de importantes e actuais, a saber:
- protecção do jogador português, sob coordenação de José Luís Arnaut;
- avaliação de eventuais alterações ao regime das Sociedades Anónimas Desportivas (S.A.D.'s), sob coordenação de Paulo Olavo Cunha;
- profissionalização da arbitragem ou outro enquadramento legal, sob coordenação de João Leal Amado.
Desta forma, foi conferido o prazo de 45 (quarenta e cinco) dias a cada um dos grupos para virem apresentar as suas considerações, análise e propostas, sendo certo que, dentro de cada grupo, farão parte membros do Comité Olímpico de Portugal e da Confederação do Desporto.
Entretanto, em jeito de alerta para um dos temas e enquanto aguardamos pelos resultados de tais estudos, serão de ter em conta as palavras do Presidente do Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol (SJPF), Joaquim Evangelista, no painel desportivo do periódico "Diário de Notícias" no passado dia 30 de Agosto.
De acordo com este, não só o Governo mas também com uma particular chamada de atenção da Federação Portuguesa de Futebol (que terá novas eleições para os cargos directivos em Dezembro de 2011), deverá ter-se em conta o desenvolvimento de um novo modelo para o futebol português, onde se deverá "colmatar a ausência de uma política de desenvolvimento integrado desde a base ao topo da pirâmide do futebol nacional, com consequências na formação nacional, nomeadamente:
- defender o jogador português nos vários escalões competitivos e garantir a sua progressão na carreira;
- alterar a regulamentação da chamada "compensação pela formação";
- reduzir, substancialmente, os valores das taxas de inscrição;
- fiscalizar as regras de acesso e participação".
Por fim, o dirigente máximo do sindicato profissional constata, infelizmente:
- "a aposta maciça e desenfreada em jogadores estrangeiros, quer ao nível das camadas jovens, quer nos demais escalões;
- o desemprego galopante com que se depara o jogador português, obrigado a emigrar apesar da sua qualidade inata;
- a perda da competitividade dos clubes e das selecções nacionais;
- a redução da massa salarial, a delapidação patrimonial dos clubes históricos e a amplitude orçamental entre clubes".
Uma forma de apelo, portanto e acima de tudo, aos dirigentes desportivos portugueses.
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